• Larissa Ragonesi

Brasil no Mundial de Vôlei Feminino 2022

O Campeonato Mundial de Voleibol Feminino é uma competição organizada pela Federação Internacional de Voleibol e acontece a cada quatro anos. A Seleção Brasileira Feminina nunca conquistou a medalha de ouro no campeonato, porém já chegou muito perto da vitória, tendo 4 medalhas de prata na competição. Apesar da equipe ter sido vice-campeã olímpica nos Jogos de Tóquio em 2021, o time perdeu muitas jogadoras no meio do caminho, fazendo com que chegasse no mundial com um time reconstruído e muitas jogadoras novas. Apenas cinco jogadoras já participaram da competição anteriormente, sendo elas: as centrais Carol Gattaz, e Ana Carolina, a ponteira Gabi, a levantadora Roberta e a ponta Rosamaria. Assim, vê-se que era a primeira participação da maior parte do time em um campeonato dessa importância.


Este ano, a competição se iniciou no dia 23 de setembro. O Brasil caiu no grupo D, junto com as seleções da China, Japão, Argentina, República Tcheca e Colômbia. No primeiro jogo contra a República Tcheca, o Brasil ganhou de 3 sets a 0, tendo a Gabi como a maior pontuadora brasileira da partida, com 24 pontos. No segundo jogo, contra a Argentina, o Brasil ganhou novamente de 3 sets a 0, tendo a a Gabi como destaque mais uma vez, agora com 15 pontos. A próxima partida foi contra a Colômbia, e o mesmo placar se repetiu: 3 a 0 para o Brasil. Assim como antes, a maior pontuadora foi a Gabi, com 19 pontos em quadra. Mesmo com a seleção brasileira já classificada para a segunda fase do campeonato, a equipe viveu um jogo muito difícil contra o Japão. O placar final ficou 3 sets a 1 para o time asiático,marcando a primeira derrota brasileira na competição. Dessa vez, a maior pontuadora da partida foi a ponteira Pri Daroit, com 17 pontos. Encerrando a primeira fase do campeonato, o Brasil jogou contra a China, ganhando de 3 sets a 1. A maior pontuadora do jogo foi a oposta Tainara, com 22 pontos.


A segunda fase do Mundial já começou com um jogo difícil contra a Itália, um forte adversário e um dos confrontos mais aguardados da competição– pois foi a Itália que venceu o Brasil na final da Liga das Nações de 2022. Em uma partida disputadíssima, o Brasil ganhou do time italiano de 3 sets a 2,com incríveis 30 pontos marcados pela ponteira Gabi apenas. Depois de um jogo puxado, o Brasil teve uma vitória mais tranquila de 3x0 em cima da seleção de Porto Rico. A maior pontuadora do jogo, com 16 acertos, foi a central Carol (mais conhecida como Carolana): uma jogadora que vem se destacando muito com seus bloqueios. O próximo jogo foi contra a anfitriã do campeonato, a Holanda, e o Brasil ganhou de 3 sets a 0. A maior pontuadora da partida foi novamente a nossa capitã Gabi, com 19 acertos. E, se classificando para as quartas de final, o Brasil ganhou de 3x1 contra a Bélgica. A oposta Tainara foi a pontuadora do jogo, dessa vez com 22 pontos.


No jogo decisivo, valendo vaga na semifinal, o Brasil encontrou novamente o Japão, o único time que até agora tinha batido o Brasil na competição. Marcado como um dos jogos mais difíceis da seleção, a partida começou com 2 sets a 0 para o time japonês, mas o time brasileiro conseguiu virar o placar, garantindo uma vaga na semifinal. A maior pontuadora da partida foi a capitã Gabi, marcando 25 pontos em quadra. O jogo da semifinal foi contra a Itália, novamente um jogo muito disputado. A seleção brasileira ganhou de 3 sets a 1. A maior pontuadora brasileira da partida foi, mais uma vez, a capitã Gabi, com 20 pontos. Nesse jogo, um aspecto que se destacou muito foram os bloqueios: o Brasil fez 21 pontos apenas de bloqueio, 10 deles sendo apenas da Carol – que foi a segunda maior pontuadora, com 17 pontos na partida.


A final foi disputada contra a Sérvia, uma seleção muito forte contendo jogadoras muito boas como a Boskovic e a levantadora Zivkovic, ambas tendo grande na partida . O Brasil não estava em seu melhor dia. Durante o primeiro set, a Sérvia estava cometendo muitos erros, principalmente de saque, pois estavam tentando dificultar a recepção das brasileiras. Em compensação, o bloqueio e o ataque sérvios estavam muito eficazes. Apesar disso, o Brasil liderou o set, mantendo 2 pontos de diferença por boa parte do tempo. Mas, mesmo assim, as sérvias venceram de 26/24. O segundo set também foi um set apertado: apesar de ter errado menos, a seleção da Sérvia ainda apresentou muitos erros, algo que não foi bem aproveitado pela seleção brasileira. Assim, mesmo tendo muitas oportunidades de empatar o jogo, o Brasil perdeu de 25 a 22 para o time europeu. No último set, a Sérvia já praticamente não cometeu erros. As jogadoras brasileiras, por outro lado, ficaram claramente muito afetadas emocionalmente, culminando na vitória europeia por 25 sets a 17, fechando assim 3 sets a 0 para o time de Boskovic.


As estatísticas finais foram 22 erros da Sérvia contra apenas 13 do Brasil. Enquanto a Sérvia fez 9 pontos de bloqueio, a seleção brasileira fez apenas 5, mostrando que foi algo que deixou a desejar – especialmente quando comparados aos 21 pontos de bloqueio contra a Itália. Além disso, a maior divergência de pontos entre os dois times foi os 50 pontos de ataque da Sérvia contra apenas 33 do Brasil. Nessa última partida, Gabi, Carolana e Lorenne ficaram empatadas como as maiores pontuadoras brasileiras, tendo feito 9 pontos. jogo para o Brasil não fluiu. As meninas não se encontraram 100% na quadra, o que permitiu que as jogadoras do time rival crescessem muito a cada ponto. O Brasil tinha chance de ganhar. Esse jogo, comparado à campanha que as brasileiras fizeram ao longo do campeonato, não foi bom. Mas, infelizmente, o time da Sérvia superou a seleção brasileira e levou o ouro para casa. Em terceiro lugar na competição ficou a Itália, que ganhou dos Estados Unidos.


O Brasil foi embora com a medalha de prata, que é um título muito bom e algo para se comemorar. As medalhas foram entregues pela ex-jogadora Sheilla, que pôde prestigiar suas ex-parceiras de quadra. Já nos prêmios individuais, tivemos 2 brasileiras que se destacaram: a Gabi como a melhor ponteira e a Carolana como a melhor central de toda a competição. Em uma entrevista pós jogo com Carol Gattaz e Rosamaria, elas disseram que estão felizes, mas não satisfeitas com apenas a prata, e , que agora estão focadas na busca pelo ouro nas Olimpíadas de Paris em 2024.


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